ONG clama por voluntários em Salvador para ajudar cidades atingidas por chuvas

Falta de pessoas tem sobrecarregado projeto, que precisa de colaboração para organizar doações.

Ainda em movimento de solidariedade pelas famílias das diversas cidades da Bahia que tiveram as suas casas destruídas por fortes chuvas no fim de 2021, a organização não governamental (ONG) Liga do Bem, em Salvador, continua arrecadando doações e acompanhando de perto a situação dos municípios atingidos. Apesar dos esforços para conseguir toneladas de alimentos e itens de higiene, o projeto encontra, neste início de 2022, dificuldades com a falta de voluntários.

Os voluntários são necessários para a carga e descarga de caminhões, a montagem de cestas básicas e kits de higiene, além da triagem de roupas e recebimento de doações. Nesta terça-feira (12) apenas uma equipe de dez pessoas, com crianças e idosos, ficou responsável pelo trabalho com 4 mil kits. Na próxima segunda-feira (17), está previsto o recebimento de 70 toneladas de doações, a serem divididas em 8 mil kits.

“Neste momento, o gargalo é a falta de  voluntarios para apoiar e ajudar. A comoção caiu um pouco, mas a situação ainda é grave. Mas caiu, neste início de ano, também muito por causa da Covid”, diz Flora Beneliel, voluntária do grupo. A diretoria da ONG, composta por Nelio Chagas e Loyola Neto, está presencialmente nos municípios, verificando quais são os materiais mais necessários. No momento, os mais urgentes são itens de limpeza. “As casas estão cheias de barro, até o teto”, explica Flora.

A sede da organização fica na Rua Manoel Antônio Galvão, número 25, no bairro de Pituaçu. Contribuições de roupas, alimentos e itens de higiene e limpeza, além de colchões e cobertores são recolhidas no local. Desde dezembro do ano passado, já foram recebidas mais de 350 mil toneladas de doações, que beneficiaram 36 cidades e 51 comunidades quilombolas no estado.

“Podemos fazer alguma coisa. E, juntos, ainda mais. Acredito nesta soma. Ontem, recebemos um vídeo de uma comunidade quilombola em Itacaré, onde esses kits de limpeza chegaram em uma prancha de isopor, com as pessoas nadando. Isso mostra a importância do projeto”, declara a voluntária. Metro 1

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