Luiz Carlos apresenta projeto das Dunas do Abaeté

Foto: Valdemiro Lopes

Secretário da Seinfra tirou dúvidas dos vereadores.

Na sequência da sessão ordinária de segunda-feira (14) da Câmara Municipal de Salvador, o secretário municipal de Infraestrutura e Obras Públicas (Seinfra), Luiz Carlos, apresentou aos vereadores o projeto da Prefeitura que trata da urbanização das Dunas do Abaeté. O secretário é vereador licenciado. 

De acordo com a Prefeitura, trata-se de uma “demanda antiga de representantes de diversas correntes religiosas que utilizam o local para cultos e retiros espirituais”. A meta da Prefeitura é entregar a primeira etapa da obra no final do primeiro semestre deste ano. O projeto está sendo executado nas Dunas de Itapuã, numa distância de 1 Km e 100 metros da Lagoa do Abaeté.

A requalificação prevê, de acordo com a Seinfra, “dentre outros objetivos, uma ampla urbanização da área, com instalação de toda a infraestrutura necessária para dar suporte aos frequentadores do lugar, proporcionando mais qualidade, conforto e segurança. A intervenção foi pensada para que as atividades rotineiras, dentre elas as religiosas, ocorram em plena consonância com a natureza, de modo a preservar as características originais do local. Além disso, será instalado na região um receptivo para dar suporte aos visitantes com informações sobre o monte, e fazendo campanhas educativas de preservação do meio ambiente”.

O secretário Luiz Carlos avaliou que o projeto tem duas premissas e uma delas é a preservação da natureza, através de orientações com esse cunho ambiental. “A outra é a dignidade humana. Há um nível de visitação naquele local de cerca de 5.000 pessoas por semana. E não há sequer um banheiro para as pessoas utilizarem”, disse. 

“E o nome Monte Santo não faz referência a nenhuma religião e sim ao sagrado”, pontuou o secretário. “A ideia é garantir toda infraestrutura necessária, com espaços de lazer e convivência”, frisou Luiz Carlos.

A vereadora Marta Rodrigues (PT) pontuou que o projeto deveria ter sido mais debatido com a população de Salvador. “O projeto tem três etapas e deveria ter um maior controle social. Na minha opinião, uma obra desta magnitude precisaria ter uma maior escuta da população de Salvador. Seriam necessárias audiências públicas para estarmos atentos aos anseios da sociedade”, avaliou a parlamentar.

O vereador Ricardo Almeida (PSC) destacou que esta ação da Prefeitura é fundamental para a preservação do meio ambiente. “Parabenizo o prefeito Bruno Reis e o secretário Luiz Carlos pela preservação desse espaço para as gerações futuras”, afirmou Almeida.

Comissão de Inquérito

Durante a sessão ordinária, antes da apresentação do secretário Luiz Carlos, o vereador Átila do Congo (Patriota) propôs a instalação na Câmara Municipal de Salvador de uma Comissão Temporária de Inquérito para “apurar os aumentos abusivos e sem qualquer mensuração razoável do Gás Natural Veicular (GNV) no Estado da Bahia, administrado pela empresa Bahiagás”. O vereador informou que já tem o número suficiente de assinaturas para o funcionamento do colegiado.

Já o líder da oposição na Casa, vereador Augusto Vasconcelos (PCdoB), afirmou que “o Parlamento de Salvador deve se posicionar com relação aos elevados preços dos combustíveis, não só o GNV, mas também a gasolina e o óleo diesel. E isso é fruto de uma política desastrosa de paridade internacional dos preços dos combustíveis com o dólar”.  Segundo ele, “entretanto, criar esta comissão com foco somente no GNV é uma tentativa de criar um fato político”.

Tribuna Popular

A sessão ordinária conduzida pelo presidente Geraldo Júnior (MDB) também teve Tribuna Popular. Falaram Liliane Oliveira, que tratou da Marcha Mundial de Mulheres, e Grigório Maurício dos S. Rocha, que trouxe questões do Sindicato dos Trabalhadores em Água e Esgoto do Estado da Bahia (Sindae).

Fonte da notícia: Secom

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