Juíza assassinada a facadas contou em áudios que era extorquida por ex: ‘Morro de medo’

A juíza Viviane Vieira do Amaral, que foi assassinada pelo ex-marido, o engenheiro Paulo José Arronenzi, a facadas na frente das filhas do casal, no Rio de Janeiro, na véspera de Natal deste ano (veja aqui), tinha revelado há alguns meses em áudios para uma amiga detalhes do relacionamento abusivo que vivia.

No material obtido pelo jornal O Globo, a vítima relatou que Paulo José, que está desempregado há seis anos, passou a extorquir dinheiro dela após o rompimento, pedindo que ela fizesse depósitos em sua conta. “Eu morro de medo dele. Sempre fiquei pianinho com medo das alterações dele, dos desvios de comportamento, das violências que ele fazia”, confidenciou.

As mensagens foram entregues à Delegacia de Homicídios (DH) por parentes da juíza e integram o inquérito contra Paulo José. “Já fiz vários depósitos para ele. Fica me pedindo dinheiro disso, daquilo. Quando eu vi, já tinha depositado para ele mais do que ele me deu de pensão esse mês”, revelou sobre os episódios de extorsão. Eles foram casados entre 2009 e 2020.

Viviane também afirmou à amiga que decidiu se separar após um episódio em que o ex-marido jogou um copo no chão ao brigar com uma das filhas, e um pedaço de caco de vidro cortou a menina. “Eu estava tentando refazer o meu castelo de areia, mas quando ele machucou a minha filha, chegou ao limite”, afirmou.

Ainda segundo a nota, a juíza chegou a ter, por um tempo, escolta feita por seis homens armados e treinados em artes marciais, que a acompanhavam durante todo o dia em dois carros. O objetivo era protegê-la do ex-marido, que já a havia ameaçado e agredido. Mas, após quase dois meses, ela abriu mão da proteção, atendendo ao pedido de uma das filhas do casal. Bahia Notícias

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