Hacker é acusado de subornar funcionários da operadora AT&T para desbloquear iPhones

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O Departamento de Justiça dos Estados Unidos anunciou que Muhammad Fahd, um paquistanês de 34 anos, foi extraditado de Hong Kong para comparecer a um tribunal americano e se defender da acusação de subornar vários funcionários da operadora AT&T ao longo de cinco anos para desbloquear iPhones ilegalmente.

De acordo com as autoridades americanas, um só funcionário chegou a receber US$ 428.500 (cerca de R$ 1,67 milhão). Entre 2012 e 2017, Fahd teria desbloqueado mais de dois milhões de celulares iPhone por meio do esquema e causado US$ 5 milhões de prejuízo por ano à AT&T.

Segundo a investigação, Fahd não agia sozinho. O outro integrante do esquema, porém, já teria falecido.

A AT&T vende aparelhos iPhone bloqueados, que só funcionam na rede da própria operadora. Eles ficam vinculados a um contrato, alguns com mais de dois anos de duração. Com o desbloqueio antecipado, eles podem ser revendidos ou contrabandeados antes de a AT&T recuperar o desconto subsidiado do contrato.

A operadora informou que não houve violação de dados de clientes, que colaborou com as autoridades e que está satisfeita com esse desfecho. O Departamento de Justiça também elogiou a cooperação da empresa. “Quando as companhias vítimas de malware cooperam com o Departamento de Justiça, nenhum cibercriminoso, por mais sofisticado que seja, está fora do nosso alcance”, disse o procurador-geral assistente Brian Benczkowski.

O Departamento de Justiça explica que Fahd subornou os funcionários da AT&T para que eles desbloqueassem os celulares de acordo com os números de identificação dos aparelhos (IMEI) que ele fornecia. Quando funcionários foram demitidos, outros aceitaram incluir ferramentas de acesso remoto na rede da AT&T para que o Fahd pudesse desbloquear os aparelhos diretamente e até roubar informações sobre a infraestrutura da rede.

Os pagamentos aos funcionários eram realizados em dinheiro vivo, pessoalmente, ou por serviços de transferência internacional. Em alguns casos, também foram usadas empresas de fachada.

O acusado foi preso em Hong Kong em fevereiro de 2018. A extradição ocorreu no dia 2 de agosto e, nesta segunda-feira (5), Fahd compareceu pela primeira vez a um tribunal americano. Se condenado, ele pode pegar até 20 anos de prisão.

G1.

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