Governo prioriza parlamentares aliados ao liberar emendas

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Questionado sobre a ordem de liberação das emendas, o Palácio do Planalto não se pronunciou

Parlamentares do bloco de partidos conhecido como “Centrão” e aliados próximos ao presidente Jair Bolsonaro tiveram a maior fatia de emendas liberadas até agora, de acordo com reportagem do Estadão.

Vice-líder do governo na Câmara e um dos aliados mais fiéis ao Palácio do Planalto, Pastor Marco Feliciano (Podemos-SP) lidera a lista. Ele indicou R$ 15 milhões no Orçamento deste ano e R$12 milhões já foram pagos. Outro aliado próximo ao presidente, o deputado Eder Mauro (PSD-PA), conseguiu liberar R$ 11,6 milhões.

As emendas são indicações que deputados e senadores fazem no Orçamento a fim de destinar recursos a suas bases eleitorais. Os recursos podem ser aplicados em serviços e obras, a exemplo da construção ou manutenção de unidades de saúde, reformas de escola ou construção de pontes.

Procurado para comentar o motivo de estar no topo da lista de emendas liberadas, Feliciano declarou ter um perfil diferente da maioria, mas negou favorecimento do governo Bolsonaro. “A maioria dos deputados tem acordo com prefeito e essas coisas. Eu não tenho”, alegou. 

O governo costuma usar as emendas parlamentares para alcançar o valor mínimo que a lei determina para recursos do Orçamento destinados a áreas de saúde e educação. Outras ações indicadas por Sanchez, para programas na área de esporte na cidade de Parapuã, no interior de São Paulo, estão “zeradas”.

Se for analisada a liberação de emenda por partido, PSD, MDB, DEM, PTB, PL e PP lideram a lista das siglas que mais conseguiram, proporcionalmente, liberar os recursos dos seus congressistas.

O PSD do ex-ministro Gilberto Kassab alcançou a execução de 75% (R$ 446,66 mi) dos R$ 594 milhões empenhados. Outra reportagem do Estadão revelou um levantamento do governo que mostra que o PSD também é o partido que mais conseguiu emplacar indicações políticas na administração federal, com 154 cargos.

Questionado sobre a ordem de liberação das emendas, o Palácio do Planalto não se pronunciou.  

Metro 1

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