Governo federal critica anúncio de vacinação sem liberação da Anvisa

Por meio da conta oficial da Secretaria de Comunicação nas redes sociais, o governo Bolsonaro criticou indiretamente o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), que anunciou o início da vacinação contra a Covid-19 no estado em janeiro. Conforme a nota, “anunciar o uso de vacina antes de a Anvisa certificá-la é populismo barato e irresponsável venda de ilusão”.

Também sem citar o nome do adversário, o presidente Jair Bolsonaro escreveu no Twitter que o governo federal vai “proteger a população respeitando sua liberdade, e não usá-la para fins políticos, colocando sua saúde em risco por conta de projetos pessoais de poder”.

Após reunião com governadores, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, disse: “Não podemos dividir o Brasil neste momento difícil, em que todos nos passamos dificuldade”. “O Ministério da Saúde acompanha a produção de imunizantes para covid-19 em passos acelerados, com total responsabilidade”, acrescentou.

Pazuello e Doria discutiram durante o encontro, do qual o governador paulista participava virtualmente. “O que difere, ministro, a condição da sua gestão como ministro da Saúde, de privilegiar duas vacinas em detrimento de outra vacina? É uma razão de ordem ideológica, política, ou uma razão de falta de interesse em disponibilizar mais vacinas?”, questionou o tucano, em referência à CoronaVac, vacina da farmacêutica chinesa Sinovac desenvolvida em parceria com o Instituto Butantan.

Doria quer iniciar a campanha de vacinação em São Paulo com o imunizante a partir de 25 de janeiro.

Pazuello respondeu que o imunizante “não é do Estado de São Paulo, é do Butantan”. E completou: “Não sei por que o senhor fala tanto como se fosse do Estado”. Segundo o ministro, “havendo demanda e preço, todas as condições serão alvo” da compra do governo federal. A Tarde

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