Febre amarela: Macacos são encontras mortos com sinais de violência em Alagoinhas

Animais foram encaminhados para testes; Sesab confirmou doença em um dos casos.

Quando o carpinteiro Paulo Bispo, 50, soube que o primeiro caso de febre amarela havia sido descoberto em um macaco, no município de Alagoinhas, a 119 km de Salvador, no Nordeste do estado, logo suspeitou dos primatas. “Quando vi esse alvoroço todo para vacinar todo mundo, fiquei desconfiado. Alguns dizem que não, mas acredito que eles passam a doença”, disse ao CORREIO.

Paulo acredita que a única saída é se livrar dos animais. “Se está prejudicando os humanos, eles devem morrer, antes eles do que eu. Não teria coragem de matar, mas entendo quem fez isso”, afirmou o carpinteiro, morador da comunidade da Calu, a cerca de 3km do Centro, onde o macaco infectado foi encontrado morto.

Nos últimos 50 dias, pelo menos 16 primatas foram encontrados mortos no município. De acordo com o secretário de Saúde da cidade, Rodrigo Matos, alguns deles tinham sinais de espancamento, e a suspeita é de que eles tenham sido vítimas da população – que acabou assustada após a confirmação do primeiro caso de febre amarela no município.

Conforme o secretário, logo após a constatação do caso da doença, que é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, a campanha de vacinação para prevenção da doença foi intensificada, causando certo alarde nos alagoinhenses. “Iniciamos uma campanha de vacinação, visando orientar e atrair as pessoas. Os macacos foram aparecendo mortos, visivelmente machucados. É preciso salientar que eles não transmitem a doença, as pessoas tem que entender que matar os bichos não resolve nada. Eles são tão vítimas quanto nós, humanos”, disse ele ao CORREIO.

Esses já haviam sido encontrados mortos semana passada próximo a residência na zona rural.
Esses já haviam sido encontrados mortos semana passada próximo a residência na zona rural.
Alguns animais foram encontrados aqui, semana passada
Alguns animais foram encontrados aqui, semana passada