Em Teixeira de Freitas, ACM Neto diz que Bahia tem perdido relevância econômica

O ex-prefeito de Salvador e presidente nacional do Democratas, ACM Neto, iniciou nesta quarta-feira (13/01), por Teixeira de Freitas, a série de visitas técnicas que pretende fazer a cidades da Bahia governadas pelo partido e aliados e afirmou que o objetivo é que estes municípios se tornem vitrines para o estado. Em coletiva de imprensa, Neto ainda falou sobre as expectativas em torno das visitas, comentou sobre a situação econômica do estado, ao afirmar que a Bahia perdeu relevância nos últimos anos.

Em Teixeira, Neto foi recepcionado pelo prefeito Marcelo Belitardo. “Vamos fazer uma apresentação técnica de pontos que acho essenciais para o êxito da gestão municipal. A partir desta troca de experiências, eventualmente a gente identificando a necessidade de dar seguimento a algum trabalho específico, se o prefeito precisar, eu vou estar à disposição para mobilizar técnicos em Salvador ou em outros lugares do Brasil, porque eu trago aqui também a condição de presidente nacional do Democratas. Nosso objetivo é que essas cidades sejam vitrines para Bahia, assim como Salvador foi uma vitrine do partido para o Brasil”, afirmou.

Acompanharam Neto na visita os deputados federais Paulo Azi, Leur Lomanto Jr. e Elmar Nascimento, além do deputado estadual Sandro Régis e do ex-deputado Luciano Ribeiro, todos integrantes do Democratas. Além de Teixeira de Freitas, a comitiva ainda seguirá para Eunápolis, onde será recebida pela prefeita Cordélia Torres.

Ao comentar sobre o fechamento da Ford de Camaçari, ACM Neto afirmou que a Bahia perdeu relevância econômica nos últimos anos. “Quando a gente olha o histórico nos últimos anos, a Bahia tem perdido relevância econômica comparado com outros estados. Não estou querendo politizar o debate, porque eu sou do tipo de político que acha que quando uma iniciativa merece elogio, independemente do partido, tem que ser elogiado. Quando merece crítica, tem que ser criticado. Outros estados do Brasil e do próprio Nordeste acabaram crescendo mais que a Bahia, sobretudo no setor industrial”, disse.

Ele voltou a defender “constrangimento” contra a Ford e salientou que o governo do estado “não pode assistir a tudo isso com os braços cruzados e nem com o discurso vazio”. “Vamos ter que cobrar do governador, das autoridades estaduais, ação no sentido de compensar as perdas do fechamento da Ford, de atenuar o prejuízo econômico e, sobretudo, dos empregos, porque hoje são milhares de pais e mães de família aflitos”.

Neste sentido, reforçou a necessidade de formação de uma frente formada pelas principais lideranças da Bahia, independente da coloração partidária, com o objetivo de tentar abrir novos horizontes, com a perspectiva de empresas que possam compensar os empregos perdidos com a Ford e a própria queda de arrecadação que o estado terá.

Desafio regional

Segundo ACM Neto, há uma percepção das pessoas no Extremo Sul de distanciamento das autoridades estaduais. “Existe uma distância física que separa a região da capital, mas isso não precisa ser distância de atenção, de presença, de ações do governo. Então, eu começo pelo Extremo Sul também para dar um sinal de que temos um desafio pela frente de encurtar essa distância, de gerar aproximação, presença, trazer um olhar diferente pensando no futuro da região por parte dos políticos da Bahia, das autoridades da Bahia, sobretudo de quem governa e está lá na capital a muitos quilômetros de distância”, pontuou.

O presidente nacional do Democratas afirmou que a região tem um extraordinário potencial econômico que pode alavancar o desenvolvimento da Bahia. “Mas pergunto: hoje as lideranças baianas estão fazendo tudo que poderiam fazer para aproveitar esse potencial, para dar apoio necessário para os prefeitos, para olhar para os desafios dos serviços públicos, da área de infraestrutura? Eu acho que não. E acho que esse sentimento é compartilhado pela população de forma geral do Extremo Sul”, assinalou.

Ele disse também que a pandemia da covid-19 mostrou o quanto é necessário ampliar os serviços de saúde, sobretudo na oferta de serviços de média e alta complexidade na região. “Já passou da hora de termos um hospital regional do Extremo Sul, por exemplo. Não é razoável que, nessa pandemia, muitos pacientes que precisaram de UTI tenham que viajar por muitos quilômetros para serem atendidos na capital”, disse.

Questionado sobre 2022, ACM Neto pregou cautela e disse que é mais prudente respeitar o tempo certo. “O tempo agora ainda não é de lançar pré-candidatura a governador. Agora, não escondo de ninguém o meu desejo de caso seja natural assumir essa disputa no próximo ano. É meu desejo, minha vontade, mas essa candidatura só vai ser oficializada no tempo certo, na hora certa”, assegurou. Informe baiano

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