Diretor provisório ‘some’, professores não recebem e decidem manter greve na Faculdade 2 de Julho

Desde promessa de readequação feita pela direção, categoria só recebeu 15% do valor referente ao primeiro mês, dos sete em atraso.

Após a tentativa de apresentar uma proposta de acordo com os professores da Faculdade 2 de Julho, em greve desde o dia 23 de novembro, a fundação que administra a instituição continua, até esta quarta-feira (14), sem pagá-los. A sugestão foi recusada pela categoria, que considerara “vazia”.

Segundo docentes, após a assembleia sindical ocorrida no dia 6 de dezembro, quando os professores tomaram conhecimento da proposta e decidiram não aceitá-la, eles vêm sendo ignorados pela gestão e também pelo comitê de crise, criado após a paralisação. 

Os professores afirmam que estão sem receber salário desde o mês de maio, ou seja, há sete meses. Desde a promessa de readequação feita pela direção, eles só receberam 15% do valor referente ao primeiro mês.

Além dos atrasos das remunerações mensais, eles sofrem com pendências relativas às férias e 13º salários. Funcionários e professores, também do Colégio 2 de Julho, estão sem receber.

Somando-se a isso, foram feitas demissões em massa, descumprindo direitos dos trabalhadores, durante a pandemia da Covid-19, afirmam. 

“Eles [a fundação] disseram que pagariam 70% de tudo aquilo que a faculdade arrecadasse, porque confessaram que o pagamento dos professores não era uma prioridade e agora passaria a ser. Pediram que a gente voltasse com essa possibilidade e criaram um comitê de crise com três professores, que não participam da greve e não nos representam. A fundação disse que ia voltar a falar com os professores e apresentaria outra proposta, porque não entendemos aquela como uma proposta, tanto é que nem votamos. Teve uma conversa com o conselho, bem tensa inclusive, e, de novo, nenhuma proposta foi apresentada”, revelou a professora de administração da instituição, Karina Oliveira. 

Por causa disso, Karina reforçou que os professores continuam em greve. Diante disso, ela denunciou a postura da faculdade, que estaria negando o fato. “Os estudantes disseram que a faculdade tem feito informes afirmando que está tudo de volta à normalidade, mas isso não é verdade. Até então, foi pago apenas 15% do salário de maio, e não fizeram nenhum indicativo do pagamento dos outros salários, então seguimos paralisados”, disse.

“Somente a renúncia do diretor não é suficiente”, ressaltou a professora. No dia 2 de dezembro, o diretor geral da Fundação 2 de Julho, Marcos Baruch, não resistiu à pressão dos docentes e renunciou ao cargo. Maria das Graças Fraga Maia, da direção acadêmica, também pediu dispensa do posto. 

No momento, quem responde pela fundação é o vice-presidente da instituição e presidente do Comitê de Comitê de Gestão de Crise da fundação, Jaime David. Procurado pelo Metro1, Davi não deu respondeu aos contatos da reportagem. Os professores também informam que não têm conseguido contato com ele para manter a linha de negociação. Metro 1

Deixe um comentário

%d blogueiros gostam disto: