Dia da Policial Militar comemorado na Câmara

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Na sessão presidida pela vereadora Rogéria Santos as pioneiras falaram sobre os desafios enfrentados.

Admitidas na Polícia Militar da Bahia em 1990, as mulheres passaram a ter um dia só para elas, por iniciativa da vereadora Rogéria Santos (PRB). Para comemorar a data, instituída no calendário municipal, a Câmara de Salvador promoveu, na tarde desta quinta-feira (22), no Plenário Cosme de Farias, sessão especial com a presença de dezenas de policiais femininas, classificadas por Rogéria como “anjas protetoras”.
O presidente eleito para a próxima Mesa Diretora da Câmara, vereador Geraldo Júnior (SD), saudou as policiais destacando o empoderamento feminino e a forma como vêm desmistificando a ideia de que a mulher perde a ternura ao usar a farda. Ele parabenizou a vereadora Rogéria Santos pela sensibilidade em instituir um dia para prestigiar a categoria, por meio de projeto aprovado por unanimidade.

Discriminação

Rogéria se disse “fã de cada uma de vocês” e ressaltou a capacidade das mulheres e a “maestria em saber defender a vida”. E reconheceu: “Toda essa dedicação tem um preço, elas abrem mão de muitas coisas, às vezes da própria vida, para se dar pelo outro, em função dos perigos próprios da profissão”.
Representante do Comando Geral da PM, o coronel Anildo Batista disse que não consegue mais ver a instituição sem a presença feminina; “Elas conseguiram introduzir na operação militar um comportamento firme e assertivo, mas sem perder a ternura”.
Entre as policiais convidadas para a mesa algumas pioneiras, que revelaram as dificuldades dos primeiros anos na PM-BA, incluindo preconceito e discriminação. A major Cássia Fonseca, do Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças, por exemplo, relembrou que sequer sanitários femininos existiam nas dependências militares: “O patriarcado ainda existe, mas estamos fazendo história. Temos que ressaltar o protagonismo feminino, a importância de sermos ouvidas e o respeito às diferenças”.
Maria Cleydi Milanezi, comandante da 12ª Companhia Independente da PM, contou que no início, na primeira seleção, as policiais deveriam atuar apenas nos casos envolvendo menores, mulheres, adolescentes infratores e idosos. “Mas hoje estamos em todas as unidades da corporação. O decreto era pequeno demais pra nós. Esperei 26 anos para comandar uma unidade operacional, mas cheguei lá. Valeu a pena todo o esforço, esperaria muito mais”, declarou, observando que até no policiamento ostensivo e nas patrulhas especializadas a presença feminina já é uma realidade.
Falaram também na sessão a major Maria Aparecida Freire, da Companhia de Policiamento Ambiental; a major patrícia da Silva, comandante da 11ª Companhia Independente; a major Roseli de Santana Ramos, do Comando de Policiamento Regional da Capital (Central) e a major Eva Barbosa, do Comando Regional da Capital (Baía de Todos-os-Santos).
Presente, também, o pastor Nivaldo Souza. O Hino Nacional foi executado pelo flautista da Banda de Música da PM, soldado Eduardo Santos. Secom/Câmara

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