Bahia joga mal, fica no zero com o Cuiabá e segue na zona de rebaixamento

Foto: Olga Leiria / Agência A Tarde

Apoiado por sua torcida, que marcou presença na Arena Fonte Nova, o Bahia tinha tudo para sair da zona de rebaixamento na noite deste domingo, 21, mas jogou mal, foi pouco criativo e só empatou em 0 a 0 contra o Cuiabá, pela 33ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro. A equipe do Centro-Oeste ainda teve dois gols anulados no primeiro tempo, em lances que causaram polêmica. O resultado mantém o Tricolor na zona maldita e perto de cair para a segunda divisão.

Faltando cinco jogos para o fim do Brasileirão, o Bahia é o 17º colocado, com 37 pontos, dois a menos que o Juventude, primeiro time fora da zona de rebaixamento. O Tricolor volta a campo na próxima sexta-feira, 26, em um duelo de vida ou morte contra o Grêmio, que cumpre jogo atrasado contra o Flamengo no meio da semana e pode chegar ao confronto contra o Tricolor baiano com um ponto na frente.

O Bahia apresentou duas caras desde o retorno de Guto Ferreira. Uma faceta empolgante, de um time esforçado que se organizou rapidamente para emendar logo de cara sete jogos sem derrota. E outra que começou a se mostrar durante o fatídico duelo com o Flamengo, no qual o time foi prejudicado pela arbitragem e perdeu por 3 a 0, e que teve seu ponto mais preocupante na última quinta-feira, 18, quando o Tricolor fez sua pior atuação sob o comando de Gordiola e levou 1 a 0 do Sport, em Recife.

Este domingo, apresentava-se a chance de o Esquadrão mostrar que aquilo não tinha passado de um acidente de percurso, e que o verdadeiro Bahia era o dos jogos anteriores. Porém, a equipe seguiu na mesma toada vista no clássico com o Leão pernambucano.

Lento no toque de bola, sem inspiração e com vacilos não vistos na série invicta – na qual o Bahia levou apenas um gol em sete jogos – o time não conseguia produzir. Até houve uma boa tabela, aos 13 minutos, entre Rodallega e Mugni, que bateu para fora da entrada da área. Entretanto, o Cuiabá logo foi mostrando ser uma equipe melhor preparada e per detalhe não foi para o intervalo em vantagem.

Por detalhe e por decisões contestáveis da arbitragem. Após assustar em chutaço de Max aos 17 minutos, Rafael Gava marcou aos 21, em uma ótima triangulação com assistência de Felipe Marques. A arbitragem, entretanto, com revisão do VAR, anulou o lance por impedimento difícil de cravar nas imagens divulgadas.

A equipe visitante sentia-se em casa. Não era incomodada e ainda chegava com perigo. Aos 38, balançou novamente a rede em cabeçada de Jenison. O gol foi novamente anulado, agora por uma falta em um lance de empurrão aparentemente sutil em Nino. Cinco minutos depois, Jenison usou de novo a testa, livre de marcação. Errou por pouco.

No lucro, o Bahia voltou sem alterações para o segundo tempo, mas logo Guto Ferreira precisou mexer, pois Raí vinha mal demais, já perseguido pela torcida. Rossi entrou em seu lugar e deu novo ânimo, alguns minutos depois ganhando a companhia de Rodriguinho, que substituiu Daniel.

Aos 26, Rodriguinho iniciou a jogada, que passou por Rodallega e chegou em Rossi. O camisa 7 arriscou de longe e Walter espalmou. Dois minutos mais tarde, Rodriguinho recebeu na área, tentou abrir espaço para a finalização, mas carimbou a zaga. E o camisa 10 tentou de novo aos 30, de fora da área, porém, isolou.

Era uma melhora, mas muito pequena para levar o Bahia ao triunfo. Era preciso fazer mais, mas o time não fez. O máximo que conseguiu foi uma bola no travessão, aos 46 minutos, em cabeçada de Rodallega após cruzamento de Rossi. No fim, justamente, levou uma sonora vaia da torcida, muito preocupada. A Tarde

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