Avon demite funcionária que submetia idosa a trabalho escravo

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Vítima não tinha acesso a banheiro e cômodo onde morava era utilizado como depósito.

Uma funcionária da Avon foi demitida após ser descoberto que ela mantinha uma idosa de 61 anos em condição análoga à escravidão em uma casa localizada em Alto Pinheiros, região nobre de São Paulo. O anúncio da demissão foi feita nas redes sociais da própria empresa de cosméticos, na noite de sexta-feira (26).

“Com grande pesar, a Avon tomou conhecimento das denúncias de violações dos direitos humanos por um de seus colaboradores. Diante dos fatos noticiados, reforçamos nosso compromisso irrestrito com a defesa dos direitos humanos, a transparência e a ética, valores que permeiam nossa história há mais de 130 anos. Informamos que a funcionária não integra mais o quadro de colaboradores da companhia. A Avon está se mobilizando para prestar o acolhimento à vítima”. diz a publicação.

Identificada como Mariah Corazza Üstündag, de 29 anos, a executiva foi presa em flagrante na última quinta-feira (18) após a idosa ser encontrada. A trabalhadora foi achada morando sozinha em um quarto nos fundos do imóvel. O cômodo era utilizado pelos proprietários como depósito para cadeiras, estantes e caixas velhas amontoadas. A vítima usava como cama um sofá velho. Além disso, uma vizinha afirmou que desde o início da pandemia, a idosa pedia para utilizar o banheiro dela, pois tinha sido “proibida de acessar a lavanderia”.

Logo após ser presa, a executiva pagou uma fiança de R$ 2,1 mil e foi solta. Na quinta-feira (25), o marido Dora Üstündag, de 36 anos, que também foi indiciado pela Polícia Civil, e Sônia Corazza, mãe da funcionária, tiveram os bens bloqueados pela Justiça do Trabalho. O valor do bloqueio é de aproximadamente R$ 1 milhão. Foi ainda determinado ainda a liberação de três parcelas do seguro-desemprego para a vítima.

De acordo com o Ministério Público do Trabalho (MPT), a idosa trabalhava para a família desde 1998, quando foi contratada como empregada doméstica. Ela trabalhou por 13 anos sem registro em carteira, sem férias e sem décimo terceiro salário.

Em 2011, o imóvel onde a doméstica vivia desabou e ela passou a morar de favor na casa dos contratantes sem receber salários. Já em 2017, a empregada se mudou para casa onde foi resgatada. Varela

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