Apagão no Amapá começou com problema em transformador, aponta laudo

Laudo preliminar da perícia descarta hipótese de que raio causou incêndio que destruiu transformador; para-raios estavam intactos.

O laudo inicial da Polícia Civil descartou que um raio tenha causado o incêndio que destruiu um dos transformadores usados para fornecimento de energia elétrica no Amapá. Desde o último dia 3, treze das 16 cidades do estado estão no escuro.

De acordo com informações do G1, a Polícia Civil detalhou os resultados do laudo preliminar nesta quarta-feira (11). De acordo com perícia, o problema ocorreu em uma das buchas do transformador, que gerou o incêndio.

“(…) e esse incêndio foi contido pelo Corpo de Bombeiros. A empresa não possuía uma guarnição que pudesse, naquele momento, fazer a contenção do fogo. O transformador que pegou fogo gerou uma sobrecarga para o segundo. Esse segundo foi danificado e o terceiro já estava sem funcionamento”, detalhou a delegada Janeci Monteiro.

O laudo preliminar apontou que os sistemas de para-raios dos transformadores estavam intactos, apesar de, no momento do incêndio, o estar ter sido atingido por uma forte chuva com incidência de raios e trovões. A perícia pode pedir extensão do inquérito para aprofundar as investigações.

Segundo o G1, a apuração foi possível após cumprimento de mandados de busca e apreensão na subestação gerida pela concessionária Linhas de Macapá Transmissora de Energia (LMTE). A Delegacia de Crimes Contra o Consumidor também pediu bloqueio de R$ 500 milhões das contas da empresa para reparação de danos aos consumidores. A Justiça concedeu o pedido em partes, autorizando o bloqueio de R$ 50 milhões.

Além da Polícia Civil, a pane que deixou 90% do Amapá sem energia há mais de uma semana é investigado também pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), do Ministério de Minas e Energia (MME), pela Polícia Federal e pela Agência Nacional de Energia Elétrica. Também nesta quarta (11), o Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou a realização de auditoria para verificar possíveis irregularidades e omissões. bahia.ba

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