André Fraga lança projeto para recuperar restinga na orla de Salvador

Foto: Divulgação

Praia com Restinga tem o apoio do Laboratório de Oceanografia Geológica da Ufba.

Vegetação tipicamente litorânea, mas em escassez na capital baiana, a restinga vai ser recuperada. Em um trabalho de cooperação técnica com o Laboratório de Oceanografia Geológica da Universidade Federal da Bahia (LOG Ufba), o projeto “Praia com Restinga”, idealizado pelo vereador André Fraga (PV), foi iniciado neste sábado (9) e pretende percorrer as praias de Salvador. 

A primeira ação do grupo foi realizada na praia de Stella Maris. “Reunimos uma galera da universidade e sociedade civil para trabalharmos pela recuperação da restinga em Salvador. Neste grupo, há especialistas na área e também pessoas que não têm nenhum conhecimento do assunto. É um objetivo do projeto ensinar sobre a importância dessa vegetação e como preservá-la”, explica o vereador. A ação é aberta e qualquer pessoa pode participar como voluntário.

A restinga é uma vegetação típica das regiões litorâneas arenosas, salinas e que sofrem interferências marinhas, como é o caso da orla do bairro de Stella Maris, bairro escolhido para a primeira ação. “Nossa ideia é que depois o projeto seja expandido para outras praias de Salvador. Vamos espalhar a restinga no litoral da cidade”, diz Fraga. 

No ano passado, ele protocolou um ofício direcionado às secretarias municipais de Cultura e Turismo (Secult) e Sustentabilidade e Resiliência (Secis) pedindo a criação de um Parque de Restinga em todo o trecho que vai da orla de Stella Maris a Ipitanga. Além disso, André cobrou ajustes nas obras de intervenção da orla de Stella Maris, inclusive com a criação do primeiro horto de restinga de Salvador. 

Para o professor da Universidade Católica do Salvador (UCSal) e diretor do Unidunas, Christiano Menezes, o projeto será fundamental para conscientizar as pessoas sobre esse tipo de vegetação.

“Essa parte frontal da orla de Salvador vem sofrendo com a degradação, o que não é diferente das outras capitais do Brasil. E poucas cidades têm iniciativas como essa, principalmente nas áreas urbanizadas. Vamos executar um trabalho para trazer as plantas que existiam nessa área de volta e queremos despertar a importância disso nas pessoas que vão estar participando do projeto”, revela.

Fonte da notícia: Diretoria da Comunicação

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