‘A melodia e as letras bem feitas morreram’, desabafa Erasmo Carlos

Compositor, que completa 80 anos neste sábado (5), anda ansioso para que os shows voltem e ele bote no palco a turnê que planejou.

Na letra da canção Sou uma Criança, Não Entendo Nada, parceria de Erasmo Carlos com o amigo de fé Roberto Carlos, lançada em 1974, Erasmo canta que, apesar de um homem feito, diante dos problemas da vida, e ao contrário do que todos esperavam dele, não entendia nada. Três dias antes de chegar aos 80 anos, completados neste sábado (5), em conversa com a reportagem do Estadão, ele confessa: “Hoje entendo menos ainda, bicho.”

Esse inconformismo, na verdade, é o que leva Erasmo para frente, desde que ele, morador da Tijuca, na zona norte do Rio de Janeiro, ouvia nomes como Cauby Peixoto, Angela Maria e Dorival Caymmi cantando na Rádio Nacional. Depois, veio o rock’n’oll e a bossa nova. A vontade do garoto pobre era ser um desses ídolos. Conseguiu.

“Com 80, podia estar jogando cartas com os aposentados na praia. Não. Estou aqui trabalhando. Eu gosto do que eu faço. Quis a vida que eu fosse um compositor, que eu aprendesse alguns acordes que me permitissem fazer minhas músicas… O resto é minha imaginação que faz”, diz.

Entre as novas canções, há pelo menos duas. Uma é em parceria com o rapper Emicida, feita para o novo disco da cantora Alaíde Costa. Outra é assinada com Supla, o rock Brothers Again, feita para a volta do Brothers of Brazil, projeto que o roqueiro paulistano tem com o irmão, João Suplicy. R7

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