Três homens são condenados por conspiração para ataque a refugiados

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Três homens foram condenados nesta quarta-feira (18) por um júri federal norte-americano por terem conspirado para cometer ataques em uma mesquita e um prédio onde residiam refugiados somalis no Estado do Kansas, nos Estados Unidos.

Patrick Stein, Gavin Wright e Curtis Allen foram condenados por um crime de conspiração para usar arma de destruição em massa e um crime de conspiração contra direitos civis.

Um deles, Wright, foi ainda condenado pelo crime de mentir à polícia federal norte-americana (FBI).

A leitura da sentença está agendada para 27 de junho.

Os três cidadãos norte-americanos foram formalmente acusados em outubro de 2016 de planejarem um ataque para o dia após as eleições presidenciais, na cidade de Garden City, a cerca de 350 quilômetros a oeste de Wichita, capital do Kansas.

O ministério público afirma que foi outro elemento da milícia deles, Dan Day, que alertou as autoridades federais, por ter ficado alarmado com a escalada da violência na conversa, e depois concordou usar uma escuta como informante.

A acusação tem meses de gravações em que os membros da milícia discutiam planos e se referiam aos somalis como “baratas”.

Wright foi flagrado em uma das gravações dizendo que esperava que um ataque aos somalis “acordasse as pessoas” e inspirasse outros a realizarem ações semelhantes contra os muçulmanos.

O ministério público argumentou que os homens formavam um grupo dissidente da milícia Kansas Security Force (Força de Segurança do Kansas, em tradução livre) que veio a ser conhecida como “the Crusaders” (“os Cruzados”).

Os testemunhos e gravações indicam que os homens tentaram convencer outros membros da Força de Segurança do Kansas a se juntarem a eles.

De acordo com a acusação, Patrick Stein foi pego em uma das gravações falando sobre o tipo de bomba de combustível e fertilizante utilizada por Timothy McVeigh no atentado que realizou em 1995 em Oklahoma City, que fez 168 mortos. Stein foi detido quando entregou 135 quilos de fertilizante a agentes infiltrados do FBI para produzirem explosivos.

Os advogados de defesa sustentaram que o FBI montou uma armadilha aos seus clientes, com um informante, e que toda aquela conversa sobre violência não era a sério, além de que eles têm o direito à liberdade de expressão e de reunião, nos termos da Constituição dos Estados Unidos.

A acusação contrapôs que a conspiração era mais que apenas palavras, dizendo ao júri que os homens também fabricaram engenhos explosivos caseiros e os testaram.

Com informações da Lusa.

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