Thomaz Bellucci é flagrado em antidoping e recebe suspensão de cinco meses

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A tenista Thomaz Bellucci, atual 112º do ranking mundial, anunciou nesta quinta-feira que foi flagrado em exame antidoping e recebeu suspensão de cinco meses.

O paulista de 30 anos foi pego em julho de 2017, durante o torneio de Bastad, na Suécia, por uso da substância hidroclorotiazide, um diurético proibido por ser um agente mascarante.

Como não atua desde agosto, quando entrou em suspensão provisória, ele estará livre para voltar às quadras no início de fevereiro. – Provei que não tive culpa nenhuma. Jamais tomei algum tipo de suplemento ou qualquer outra substância que fosse me favorecer ou que fosse infringir as regras do fair-play do esporte.

Nunca poderia imaginar que um multivitamínico feito por uma farmácia de manipulação pudesse sofrer contaminação cruzada em doses mínimas.

Sempre tomei todos os cuidados e respeitei as regras do esporte.

Foi justamente em um momento que eu estava me recuperando de lesões e fazendo transição importante na minha carreira, de me mudar para a Flórida, montar uma base de treinamentos lá para atingir o meu máximo potencial no circuito nos próximos anos – afirmou Bellucci, em nota oficial.

O brasileiro alegou em sua defesa que houve contaminação por conta da farmácia de um suplemento polivitamínico que costuma consumir regularmente.

Ele vai processar o laboratório do Rio de Janeiro que não teve o nome divulgado. – Eu suo para caramba. Não tem sentido eu tomar diurético. Faço os maiores esforços porque já tenho perda excessiva de peso – disse o tenista.

A Associação de Tenistas Profissionais (ATP) e a Federação Internacional de Tênis (ITF) vão formalizar a suspensão de Bellucci na sexta-feira, em documento oficial.

A defesa de Bellucci durante o processo sigiloso foi feita pelo advogado Pedro Fida, o mesmo do caso de doping do atacante peruano Paolo Guerrero, do Flamengo.

As partes chegaram a um acordo no dia 31 de dezembro, sem a necessidade de um julgamento, segundo Fida.

– Após longa análise dos fatos pela ITF (Federação Internacional de Tênis), a entidade optou por uma pena branda, de cinco meses, o mínimo possível em um caso desses, que poderia ser de até quatro anos, tendo levado em consideração a diligência e a reputação do Thomaz, bem como todas as provas médicas e científicas apresentadas, somadas ao consumo não intencional da substância e à ausência de melhora da performance.

A ITF advertiu Thomaz com essa baixa sanção pois entendeu que ele deveria ter checado a procedência do multivitamínico, verificado se a farmácia de manipulação cumpria com as normas regulatórias e se era confiável – explicou Pedro Fida. Bellucci foi notificado do doping no dia 18 de setembro, quando estava na China, se preparando para o ATP de Shenzen.

O tenista então voltou ao Brasil para tratar uma lesão no tendão de Aquiles e preparar sua defesa.

Ele enviou amostras do polivitamínico contaminado a laboratórios dos Estados Unidos e do Canadá, que comprovaram a contaminação, segundo seu advogado. O atleta também passou por exames de urina e cabelo fora do país para comprovar que não fez uso de substâncias proibidas para melhorar sua performance.

– Não tinha cabeça para continuar jogando (quando fui notificado). Queria cuidar disso pessoalmente. Queria provar que eu não tinha nada com aquela situação.

E ainda estava voltando de lesão, não estava 100% confiante – disse o tenista.

A suspensão de Bellucci é válida até 31 de janeiro e, por este motivo, o jogador ficou fora dos torneios na Oceania, como o Aberto da Austrália.

Em fevereiro, quando estará livre para atuar, ele deve disputar a gira da América do Sul, iniciando no ATP de Quito, no dia 5 de fevereiro, além do Rio Open, entre 19 e 25 de fevereiro, e o Brasil Open, na semana seguinte. Bellucci perdeu os 90 pontos ganhos no ATP de Bastad e a premiação em dinheiro (4.875 euros na chave de simples e 3.720 euros na de duplas).

Por outro lado, a ATP manteve os resultados dele no US Open, no final de agosto, quando perdeu na estreia para o alemão Dustin Brown.

Fora das quadras, o paulista perdeu o posto de melhor brasileiro ranqueado na ATP para Rogério Dutra Silva, hoje 101º do ranking mundial. Bellucci alcançou o melhor ranking de um brasileiro após Guga Kuerten ao chegar a 21ª posição do mundo em 2010.

Ele começou a temporada de 2017 na 61ª colocação.

Globo Esporte

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