Tasso confirma que disputará presidência do PSDB

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Depois de uma série de indefinições, o senador Tasso Jereissati (CE) confirmou que oficializará sua candidatura à presidência do PSDB.

Tasso marcou um evento na liderança do PSDB da Câmara na manhã de quarta-feira (8).

O tucano ocupa o cargo interinamente desde maio, quando o titular, senador Aécio Neves (MG), se licenciou da função após ser alvo da delação do grupo JBS.

Ele vinha resistindo a anunciar publicamente sua candidatura, mas mudou de posição após encontro terça-feira (7) com o governador de Goiás, Marconi Perillo.

Perillo, que também concorre à presidência do PSDB, deixou a reunião dizendo que o senador cearense já havia admitido que disputaria o cargo.

“Tasso, na semana passada durante a minha visita, admitiu ser candidato com apoio de um grupo de deputados. Ele hoje disse a mesma coisa. Ele está defendendo teses, eu também e o que nós estabelecemos é que vamos continuar conversando”, disse.

Os dois repetiram o discurso de que são aliados e de que o objetivo não é de enfrentamento, mas de construção de um consenso em torno de uma única candidatura.

Desde a semana passada, Perillo passou a defender, assim como Tasso, que o PSDB deixe a base do governo.O governador, contudo, fala em um desembarque “educado” e evita adotar o tom de crítica defendido pelo senador cearense.

O PSDB realizará em 9 de dezembro a convenção nacional que elegerá a nova estrutura de comando do partido para as eleições de 2018.

DIVERGÊNCIAS

A confirmação da candidatura de Tasso provocou algumas reações internas no partido. Uma ala do PSDB defende que ele deixe a presidência para disputar o cargo.

O argumento é de que o cearense esteja usando a estrutura do partido para ajudar a se eleger.

Tucanos que apoiam a candidatura de Perillo dizem ainda que o governador defende a unidade do partido enquanto o senador tem adotado uma postura “sectária”.

Já Tasso tem defendido nos bastidores que o PSDB precisa assumir um posicionamento claro sobre como o partido se posicionará em relação ao governo e ao eleitorado em 2018.

Com informações da Folhapress.

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