Quase 50% das mulheres ficam desempregadas depois da licença-maternidade

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Uma pesquisa realizada pela Escola Brasileira de Economia e Finanças da Fundação Getúlio Vargas (EPGE/FGV), realizada com 247 mil mulheres, concluiu que, dois anos depois de terem dado à luz, quase metade delas estava fora do mercado de trabalho 12 meses depois do nascimento do bebê.

No Brasil, a licença-maternidade dura de 120 a 180 dias e a lei garante a estabilidade no emprego até 5 meses depois do início do benefício. Segundo o Ministério do Trabalho, esse levantamento se refere ao setor privado. A pesquisa acompanhou até 2016 o desempenho no mercado de trabalho de mulheres com idades entre 25 e 35 anos, na época que tiraram licença, entre 2009 e 2012.  Ao tirarem a licença, todas estão empregadas, mas quando acaba o quinto mês do benefício, tempo que o emprego é garantido por lei, começa a queda e 5% não trabalha mais.

O percentual sobe para 15% do sexto mês e ao fim de 12 meses, 48% das trabalhadoras perdem os seus postos de trabalho.  De acordo com o site da revista Marie Claire, a pesquisa também revela que o índice de mulheres desligadas do emprego após a licença varia conforme a escolaridade.

Se o nível de instrução da funcionária for maior, suas chances de permanência no cargo aumentam. As funções que registram maiores índices de desligamento são as de menor qualificação.

O Povo

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