Justiça do Egito condena 75 pessoas à morte por protesto em 2013

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Setenta e cinco pessoas, entre elas membros do alto escalão do grupo Irmandade Muçulmana, foram condenadas à morte hoje (28) por um tribunal egípcio, sob acusação de envolvimento em um protesto em 2013, informou a mídia estatal. As sentenças de outras 660 pessoas envolvidas no caso devem ser anunciadas em 8 de setembro, segundo o website Al-Ahram.

De acordo com Estadão, o Tribunal Criminal do Cairo encaminhou as sentenças ao grão-mufti Shawqi Allam, máxima autoridade muçulmana do país – uma formalidade prevista em lei em casos de punição capital. Embora a opinião do grão-mufti não tenha peso legal, pode levar um juiz a reverter uma decisão inicial.

Dos 75 réus condenados à morte, 44 estão presos e 31, foragidos. O tribunal costuma aplicar a pena máxima a foragidos, mas normalmente é realizado um novo julgamento quando eles são capturados.

O caso envolve um total de 739 réus, entre eles o líder supremo da Irmandade Muçulmana, Mohammed Badie, e o fotojornalista Mahmoud Abu Zeid. As acusações variam de assassinato a danos à propriedade pública. Os condenados podem recorrer da sentença.

O protesto de 2013, na praça Rabaa al-Adawiya, no Cairo, foi um ato de apoio ao ex-presidente Mohammed Morsi, membro da Irmandade Muçulmana, que havia sido deposto por militares após grandes manifestações populares contra o mandato dele.

Estadão

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