Juiz federal adia decisão sobre fiança do milionário Jeffrey Epstein

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Acusado de tráfico sexual de menores pediu para pagar fiança para aguardar sentença em prisão domiciliar, mas Justiça ainda não decidiu.

Jeffrey Epstein, o milionário acusado de tráfico sexual de menores, permanecerá na prisão enquanto aguarda o julgamento. O juiz federal de Nova York que conduz seu caso adiou a decisão sobre um pedido de fiança.

O magistrado alegou, nesta segunda (15), que precisa de mais tempo para avaliar os documentos.

O juiz Richard Berman, de uma corte federal de Manhattan, pode informar sua decisão na próxima quinta-feira (18). Ele deu essa indicação durante uma audiência para a fiança realizada nesta segunda (15), na qual os advogados do milionário pediram que seu cliente permaneça em prisão domiciliar antes do julgamento.

Os advogados tentam tirá-lo da prisão federal, na qual está desde o dia 6 de julho, e permaneça sob prisão domiciliar após pagar uma fiança de US$ 77 milhões (R$ 288,75 milhões), pela qual ofereceu como garantia sua mansão no Upper East Side, avaliada no mesmo valor, assim como seu avião particular.

Eles asseguraram ao tribunal que Eptein não representa potencial risco de fuga. A procuradoria federal discorda e alega que o poder econômico e contatos podem ajudar o réu a escapar da Justiça.

Réu já enfrentou acusação semelhante em 2008

Epstein, 66, é acusado de tráfico sexual de menores pela procuradoria do Distrito Sul de Nova York, que sustenta que o milionário criou uma rede para abusar de dezenas de meninas em sua mansão de Nova York, assim como em outra situada na Flórida, há mais de uma década.

De acordo com a procuradoria, o milionário teve ajuda de empregados e colaboradores para atrair as meninas, a quem pagava centenas de dólares em troca de favores sexuais, mas também para que recrutassem potenciais novas vítimas.

Essa prática teria ocorrido pelo menos entre 2002 e 2005, de acordo com a acusação.

O magnata financeiro foi detido em 6 de julho ao aterrissar no estado vizinho de Nova Jersey. Ele já enfrentou acusações parecidas na Flórida, mas em 2008 conseguiu um acordo extraoficial com a procuradoria para fechar a investigação que poderia tê-lo condenado à prisão perpétua.

G1



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