Heróis ou vilões? Hackers participam de maratona na Campus Party Bahia e falam sobre estigma de ‘ladrões de dados’

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Segunda edição da Campus Party em Salvador termina neste domingo (20). Durante os quatro dias de evento, ‘campuseiros’ se reuniram para discutir tecnologia.

Comumente vistos como invasores de sistemas, os hackers se reuniram na segunda edição Campus Party Bahia, em Salvador, que termina neste domingo (20), para desenvolverem desafios tecnológicos relacionados à sustentabilidade e quebrarem o estigma de que roubam e expõem dados.

 

Natural de Ibititá, cidade do interior da Bahia que fica a cerca de 500 km da capital, a analista de sistemas Janine Lima, 22 anos, é uma das “campuseiras” que se incomodam com a visão negativa que as pessoas têm dos hackers.

“Nós [hackers] analisamos a segurança. Entramos nos sistemas para procurar vulnerabilidades e fechar todas as portas de entrada, para que invasores não entrem e causem danos a esses sistemas”, explica Janine.

Janine diz que se incomoda com a visão negativa que as pessoas têm do trabalho dos hackers (Foto: Itana Silva/G1 Bahia)

Segundo ela, o conhecimento popular costuma atribuir aos hackers os feitos dos “crackers”, como roubo de dados e exposição de documentos. “O cracker é quem faz o mal à segurança dos usuários, é quem invade o sistema e pega todos os dados, como fotos íntimas, e distribui”, disse Janine.

O estudante de Tecnologia da Informação Marlos Castro saiu de Belo Horizonte (MG) para participar da Campus Party. Ele disse que evita falar com as pessoas que é hacker, por causa do estereótipo negativo.

“É estranho, porque sempre que a gente diz que é hacker, as pessoas acham que a gente vai pegar senhas, mostrar fotos, essas coisas. Ficam com medo. Na verdade, nossa função é fechar o sistema para que isso não aconteça”, ponderou.

Janine e Marlos estão estre os “campuseiros” que participaram da hackathon – maratona hacker que reúne programadores, designers, profissionais da comunicação e de desenvolvimento de software, que promove desafios aos hackers.

Grupo concentrado na hackathon da Campus Party Bahia (Foto: Tatiana Azeviche/Divulgação)

“Na hackathon tem vários desafios. É lançada uma melhoria sustentável para algo, e a gente vai discutindo. As melhores ideias são implantadas para chegar no topo dos desafios. Aí a gente passa as informações para outras pessoas poderem desenvolver um software, e botar no mercado para vender. A competição é uma brincadeira entre programadores, estudantes e professores”, conta Janine.

Para Marlos, o hackathon alia trabalho e diversão. “É muito divertido, acaba sendo uma brincadeira. Nos juntamos para discutir soluções, aprofundamos os conhecimentos da parte de programação, participamos das palestras, desenvolvemos coisas e ainda conhecemos gente nova”, afirma. G1

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