Fernanda Montenegro fala sobre a escolha de uma carreira no teatro

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A atriz Fernanda Montenegro se emocionou e falou sobre as dificuldades de quem escolhe seguir a carreira no teatro durante visita ao jornal SPTV, da Globo, neste sábado (11). Ela também contou um pouco falar sobre sua autobiografia recém-lançada.

“Foram quatro anos de pesquisa, de disposição de todo um grupo de trabalho”, contou ela sobre o livro “Fernanda Montenegro – Itinerário Fotobiográfico” (Edições Sesc). “Tem correspondência, lista de prêmios. Nem eu me lembrava que tinha tudo isso. Ainda trabalho muito, então não tenho aquela coisa de dar um tempo”.

Aos 88 anos, a atriz, que se divide entre os palcos, a TV e o cinema, se emocionou com a leitura de uma carta do colega Paulo Autran, que morreu em 2017, e que compõe o livro lançado no mês passado. “Me comove muito porque, com a morte do Paulo, a nossa geração parou”, afirmou Montenegro.

Parou a “nossa cultura teatral, com o ator se auto empresando. Isso vem desde João Caetano, então quase 200 anos de uma modalidade de levar o teatro do Brasil sempre através do ator, da atriz que vai lá, pega sua vida, põe num banco, pega esse dinheiro (…) E quando era refugado, voltava ao banco, se endividava pra fazer outro espetáculo.”

Com mais de 75 anos de vida pública, como a própria atriz lembrou, ela ainda deixou um recado para aqueles “que têm o teatro na alma”: “Tem mesmo? É uma vida difícil, uma vida desprestigiada. Se você dá certo, tudo bem; se você ficar pela periferia, acho que deveria ter feito outra coisa na vida, compreende?”, afirma. “Embora seja a razão de ser de todas as gerações que vêm por séculos no teatro”.

Com informações da Folhapress.

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