CCJ não deve barrar processo de cassação de Eduardo Cunha

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Tudo indica que o presidente afastado da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, tenha dificuldades para conseguir barrar seu processo de cassação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). A ajuda de integrantes do Palácio do Planalto não deve ser suficiente para barrar o processo.

Isto porque a tendência é que a CCJ rejeite o recurso no qual ele pede anulação do parecer do Conselho de Ética favorável à perda de mandato. Uma das fragilidades da defesa de Cunha se deu com a operação deflagrada na última sexta-feira (1), onde ele é um dos principais suspeitos.

Apesar de ter conseguido nos últimos dias sinais de auxílio do Planalto, incluindo um encontro a sós com o Presidente interino, Michel Temer, tudo indica que a CCJ não vai barrar o processo de cassação.

O recurso de Cunha passa a ser analisado a partir de quarta-feira (6) pela comissão, que tem 66 integrantes. Cunha deve ter de 25 a 27 votos, segundo estimativa prévia. Para a cúpula do PSDB, interessa blindar Cunha pois há o temor de uma possível delação premiada dele, o que pode acarretar um desconforto no partido.

Para os deputados, Cunha será cassado com folga no plenário, votação que deve ocorrer na segunda quinzena de julho ou em agosto. Para que ele seja cassado, são necessários 257 votos dos 512 colegas do presidente afastado. Varela Notícias

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