Camargo Corrêa revela cartel de licitações; Metrô de Salvador está na lista

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A Camargo Corrêa revelou ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) um grande esquema de cartel em obras de metrôs de oito estados – entre eles a Bahia – que operou por 16 anos no Brasil. Em Salvador, a concorrência pública foi realizada entre as gestões dos ex-prefeitos Antonio Imbassahy – hoje deputado federal pelo PSDB – e João Henrique Carneiro (PR).

Segundo a coluna de Andreia Sadi, do portal G1, as revelações estão em acordo de leniência assinado entre a empresa e o Cade, no âmbito da Lava Jato. O acerto é assinado em conjunto com o Ministério Publico Federal de São Paulo.

A companhia, uma das empresas investigadas na operação, apresentou ao Cade indícios ou comprovação de condutas anticompetitivas que ocorreram entre 1998 a 2014 em obras de transporte de passageiros sobre trilhos nos estados da Bahia, Ceará, Distrito Federal, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo.

Batizado pelos próprios integrantes do cartel de “Tatu Tênis Clube”, o grupo formado por Camargo Correa, Odebrecht, Andrade Gutierrez, OAS e Queiroz Galvão atuou em pelo menos 21 licitações, com resultados diferentes.

O relatório do Cade cita a participação de agentes públicos que foram envolvidos nas operações do cartel, mas o documento oculta os nomes. O conselho assinará nesta segunda-feira (18) o despacho que abre o processo administrativo para investigar os fatos relatados pela construtora Camargo Corrêa. Metro1

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