Agressões virtuais contra mulheres serão investigadas pela Polícia Federal

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É muito comum encontrar casos de agressão virtual, desde um xingamento, até um caso de revenge porn, no qual a pessoa vaza fotos íntimas de uma mulher propositalmente.

Agora, mulheres que são agredidas em ambientes virtuais poderão fazer a sua própria denúncia da Polícia Federal. Casos de crimes com conteúdo misógino (discursos que propagam ódio ou aversão às mulheres), passarão a ser investigados pela Polícia Federal.

“Nós teremos aí mais efetividade prática nas ordens judiciais e teremos também aqui a inclusão como crime daquele que descumprir essas ordens judiciais. Ao mesmo tempo, temos também uma investigação mais contundente, mais profunda, mais técnica feita pela Polícia Federal quando, a partir do uso da internet, forem divulgadas mensagens de ódio contra as mulheres”, diz Renato Opice Blum, coordenador do curso de direito digital do Insper.

De acordo com o site da revista Claudia, a lei foi inspirada na ativista Lola Aronovich, professora da Universidade Federal do Ceará, que vem sofrendo desde 2011 ameaças constantes pela internet por causa de publicações em defesa dos direitos da mulher.

“Eu ainda tenho esperança que a polícia faça alguma coisa, que esses criminosos sejam punidos e que a gente tenha um pouco de, afinal, de paz, que é nosso direito a gente poder ter voz na internet”, diz ela.

“A gente precisa que o estado brasileiro dê uma resposta eficaz a todas as formas de violência contra a mulher para que a gente mude a realidade dessas estatísticas de violência que são ainda tão alarmantes”, diz Marina Ganzarollik, que criou, junto com outras juristas, uma rede de proteção contra a violência virtual.

Bahia Notícias

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